Zine Marítimas
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Olá, Marítimas

É com imenso prazer que anunciamos a primeira chamada de 2022. E falando em prazer, o tema em pauta é as experiências do corpo:


O primeiro volume de 2022 convida as artistas a pensar seu corpo nas mais diversas experiências: a sexualidade, a maternidade, o envelhecer, enfim, a transformação que é destino inerente à qualquer forma de vida. 

Desejo e repulsa, dor e gozo, quais dicotomias regem os corpos das mulheres em suas plurais existências? 

Essa é a pergunta que lançamos para vocês, autoras. Como a experiência do corpo te atravessa?

Envie seus trabalhos até o dia 08 de março, para o e-mail: zinemaritimas@gmail.com.

para ler as diretrizes, clique AQUI.


 

clique para ler ou fazer download gratuitamente.


são autoras marítimas volume 04:  

Marilia Kubota, Paula Liaroma, Lidiane Dutra, Agda Rocha, Aimée Bolaños, Anaí Bueno, Anna Violeta Durão, Camila Bellini, Elisa Ribeiro, Jaque Machado, Joselma Noal, Karine Sanchez, Nayara Xavier, Lilian Ney, Lorena Dias, Raissa Garcia, Sabrina Dalbelo, Sara Albuquerque, Suelen Machado, Iolly Ayres, Juliana Blasina & Suellen Rubira.

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EDITORIAL

por Juliana Blasina, editora.

E assim chegamos ao último volume do primeiro ano de Marítimas.

Em 2021, 618 mil pessoas morreram de covid no Brasil, enquanto nós, a trancos e barrancos, sobrevivemos à pandemia de covid e à necropolítica bolsonarista. Não há máscara para todes, não há vacina para todes, não há comida para todes. Mas cá estamos, em meio a esse pandemônio: 

resistindo, escrevendo e publicando um coro de vozes de mulheres que gritam com todo o seu fôlego.

Em 2021, cerca de 80 autoras de todo o país participaram do nosso grito coletivo de resistência. Muitas delas publicaram pela primeira vez na Marítimas e na La Loba, revistas irmãs, nascidas do mesmo vendaval. Vimos nossas autoras e editoras lançarem e planejarem novos livros. Vimos Mar Becker, de Passo Fundo (RS), ganhar o Minuano de Poesia e fulgorar entre as cinco poetas >> mulheres << finalistas do Jabuti. Vibramos com cada uma das nossas conquistas, fizemos delas tábua de salvação.

Pusemos um barco nos mares agitados de janeiro de 2021 e remamos com muitas mãos. Trilhamos juntas a aridez de uma terra firme acidentada e agora, não nos deitamos a contemplar o céu:

olhamos para cima com a consciência de que temos em nós a matéria das nuvens, de que somos também o próprio mar. Trazemos tempestade ou calmaria.

Em 2021, resistimos bravamente e em 2022, voltaremos para transformar.

Vida longa a Marítimas!

e a todas nós.

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Convidamos todas e todes a apreciar a revista, a compartilhar essa experiência nas redes sociais e na vida. 

Leia ou faça o download da zine Marírimas - volume 04 >>  gratuitamente << clicando aqui.

O tema do volume 4 indica nossa última parada em 2021: o céu.

Depois de tantos trajetos e trajetórias por terra e mar, eis o salto. Nesse volume, queremos explorar os poderes da altura, do voo e da verticalidade. Céus, nuvens e asas, explorar a poética das subidas. Esse é o volume 4 da Marítimas.

O ar está associado à capacidade imaginativa: privilegiamos uma reelaboração de certas imagens do mundo real, ou seja, para falar de nuvem, não necessariamente mostrar a nuvem. Lembrem-se: 

o céu não é o limite. 

Alcem voos e venham conosco. Envie seu trabalho >> até 30/11 << para o e-mail zinemaritimas@gmail.com 

Sugerimos o envio de até 2 textos (poesia, narrativa) e/ou 6 imagens (fotografia, ilustração) por autora. As diretrizes são as mesmas da última chamada e estão disponíveis no nosso blog >> clique aqui para acessar.

O resultado da curadoria será divulgado na primeira quinzena de dezembro. 

Participe!




Na semana passada, uma discussão a respeito de uma manifestação, ocorrida no Balneário Cassino (Rio Grande, RS), agitou os ânimos nas redes sociais: no dia 19 de outubro, o letreiro "Eu amo o Cassino", localizado no final da Avenida Rio Grande, amanheceu pixado com frases sobre a falta de apoio aos artistas locais, direcionadas ao prefeito municipal.

Não vamos entrar no mérito do que foi escrito, mas sim, numa outra discussão que se iniciou: de um lado, as pessoas que defendiam o livre direito à manifestação e, de outro, quem dizia que o ato não passava de vandalismo.

Neste ínterim, as expressões "arte de verdade" e "artistas de verdade" passaram a ser utilizadas para diferenciar os grafites (em especial, os que cobrem os muros da SAC), do pixo no letreiro turístico. Os primeiros, seriam artes feitas para embelezar a cidade e valorizar espaços antes pouco explorados. Já o segundo, um crime, coisa de desocupados e marginais. Ao final do mesmo dia, o dito letreiro já estava coberto por grafites coloridos, representando atrativos do Cassino. Vale destacar que o coração do letreiro, supostamente revitalizado, abandonou a máscara que antes usava como alerta para a campanha anticovid, mas isso é outro assunto.


É aqui que cabe a nossa reflexão: a arte foi feita somente para embelezar? Arte como sinônimo de decoração feita sob uma permissão concedida. Quando a arte não nos agrada, ou quando é feita por um grupo que está à margem da sociedade, ela se transforma em vandalismo?

As expressões artísticas feitas em paredes remontam ao tempo das cavernas, quando nossos ancestrais pré-históricos desenhavam bisões e veados, desejosos por uma boa caça; danças e rituais de suas tribos, passando a homenagens aos deuses e aos mortos, até evoluir para hieróglifos, afrescos, entalhes, até chegar aos dias de hoje, com os grafites e pixos que cobrem as cidades. 

A arte sempre foi uma manifestação inerentemente humana e, como tal, reflete um tempo e uma sociedade específicos. Se há espaço para a arte decorativa, há também para a arte de protesto, para que aqueles que não são ouvidos pelo poder público se façam ouvir.

Assim como a poesia marginal, o rap e o funk são formas de arte, o pixo é a expressão da periferia, de indivíduos que são excluídos sistematicamente do debate público, aos quais estão reservados os piores empregos, as piores moradias, a menor concentração de renda, o menor acesso aos estudos, a maior e mais dura repressão da polícia, o atalho às drogas e à violência sistêmica, o racismo, o machismo, o encarceramento em massa e toda sorte de opressões.

Dizer que existe uma arte "bela e limpa", reservada ao puro entretenimento, enquanto a outra "feia e suja", que deve ser vista como crime, é esvaziar o sentido próprio da arte. É reafirmar que a arte "de verdade" é algo para poucos iniciados. É algo excludente, elitista e tacanho.

O crítico Alfredo Bosi, em seu ótimo ensaio "Reflexões sobre a Arte", nos diz que '"visões de mundo', 'espírito da época', ou, mais restritamente, ideologias de classe e de grupo, são, todos, universos de valores, complexos superestruturais que se fazem presentes e ativos na hora da criação artística.". Ou seja, nossa forma de criar está impregnada pela visão que temos da nossa própria sociedade - e de nós mesmos, dentro dela.

Para que serve a arte, afinal? Pode servir para embelezar nossa casa, nossa cidade, mas também para nos fazer pensar e para nos inserir no debate sobre nosso tempo. Para nos desacomodar, porque se faz preciso. Às vezes através de um incômodo, de uma intervenção. E quando um artista traz o estranhamento para o nosso próprio quintal, apuremos nossos sentidos: pois um simples risco numa parede pode dizer muito sobre nós.


Talvez, ao invés de nos debruçarmos sobre o que é arte - uma pergunta que tem muito material teórico, mas opera substancialmente no nível subjetivo - talvez só por um momento, a gente deva direcionar a energia usada para defender a integridade de um letreiro frio e desinteressante para o escândalo de coisas como corrupção passiva, paraísos fiscais e 600 mil mortos por covid, 14 milhões de desempregados e a fome: eis como nosso país tem sido genuinamente vandalizado, sem causar a mesma comoção.

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Por Lidiane Dutra, Juliana Blasina, Suellen Rubira

e quem mais quiser assinar conosco.


desenho e colagem de Juliana Blasina
CLIQUE PARA LER


NOTA SOBRE A CAPA

por Juliana Blasina, editora Marítimas

Quando começamos a idealizar esse terceiro volume, a imagem da sereia invertida me surgiu nítida num sonho. A nitidez do sonho é por si um paradoxo. Como no famoso quadro do René Magritte (The collective invention, 1934), lá estava ela desafiando a suposta verdade ocidental.

Ora, sendo a sereia criatura mítica, como pode uma inversão de metades causar tamanho incômodo? Ela prova que mesmo o nosso imaginário está, por vezes, colonizado.

Uma busca rápida na internet leva o incômodo a outro patamar. Fóruns de homens discutem qual a melhor sereia para dividir uma ilha deserta: aquela do rabo de peixe ou essa que, embora feia (palavras deles), tem mais buracos. Vitória da cara de peixe: não fala, não canta, logo (palavras deles) não incomoda. Ela é melhor quando silenciada, desprovida de poderes. E seu desenho de cinta liga e arrastão pousa de quatro com dois mil likes.

Diferente de sua ancestral, Sereia de Magritte, prostrada na beira d'água, nossa sereia invertida surge plena sobre uma rocha. Ela tem braços e consciência deles. Ela tem muito a dizer. E toma fôlego com suas guelras híbridas. Ela sabe o que é preciso para trilhar essa terra acidentada, nunca de todo firme. Ela existe e isso basta.

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EDITORIAL 

por Suellen Rubira, editora Marítimas 

Segurança. Substantivo feminino que tem, dentre suas definições, o sentido de “estado do que se acha seguro ou firme, estabilidade, solidez”. 

Gostaria de tecer palavras sobre o quanto podemos respirar agora, em terra firme, seguras de nossos passos e ações. Porém, houve em algum momento a segurança?

Costumamos atribuir à pandemia a máxima de que nada é certo na vida e tudo muda radicalmente, mas… não era assim antes? Lidar com um vírus altamente contagioso e que matou muita gente ao redor do mundo com certeza configura uma mudança extrema de paradigma do que é estabilidade e do que é volátil. Porém, e esse cliché eu vou repetir, a pandemia apenas escancarou uma crise brutal nas nossas relações dentro do sistema capitalista. O que já estava ruim ficou pior e quem não teve essa consciência provavelmente está achando que as coisas começaram a ganhar uma incerteza apenas a partir de 2020.

Não.

Podemos fazer uma lista imensa do quanto a vida de pessoas indígenas e pessoas negras foi massacrada por séculos. É justo dizer que “a pandemia me fez ver que temos que viver o presente”? Ao mesmo tempo que não se pode negar a gravidade e as pressões que essa circunstância nos causa, cabe ressaltar o quanto tem muita gente na luta, sempre na luta.

Por isso, o termo segurança não vai guiar as páginas dessa edição da zine. Embora tenhamos deixado nossas embarcações à beira da praia, pisamos na areia, na grama e no asfalto com um quê de desconfiança, como quem entra num pântano, sempre alerta. Seguras estamos de nós e da nossa capacidade de amplificar vozes. Queríamos fazer mais, abranger mais, abraçar mais.

Essa edição contém respingos do mar, o mar como refúgio e a terra como conquista. Textos, imagens, fotos que ilustram uma presença cujo recorte ainda é muito pouco, mas queremos acreditar que é só o começo.

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Com poemas de
Carol Oliveira @viajopradentro.escrevoprafora
Giulia Guadagnini @giuliaguadagnini
Iolly Aires @dissolvendoempoesia
Jeane Bordignon @jeanebordignon
Orleide Ferreira @contas.de.micanga
Sabrina Dalbello @sabrinadalbelo
Divanize Carbonieri @divanizecarbonieri
Caroline Quadrado da Rosa @carolineagrg

Contos de
Anaí Bueno @bueno_anai
Lorena Dias @lorena_madeinpara
Paula Canabarro @paulalcanabarro
Suzielli M. M. @suzielli_martins
Pâmela da Conceição @pdaconceicaosantos

Imagens de
Ana Clara Tissot @anaclaratissot
Nicolli Gauterio @psi.nicolligauterio

também participação desse volume as editoras @suue_rr (fotografias e poema) e @blasina_ju (colagem da capa e poema)



Convidamos todas e todes a apreciar a revista, a compartilhar essa experiência nas redes sociais e na vida. 

Leia ou faça o download da zine Marírimas - volume 03 >>  gratuitamente << clicando AQUI.


Olá, Marítimas

Em tempos de um retrocesso tamanho em que brotam teorias estapafúrdias como as da Terra plana, nossa terceira chamada chega com a proposta de uma TERRA PLENA: plena de ciência, arte, diversidades, oportunidades e espaços para todes.

Dando continuidade à jornada que iniciamos em janeiro, quando lançamos um primeiro barco ao mar, com "à deriva" e depois, em junho, quando remamos movidas a raiva em "contra a maré", agora chegamos em terra firme, uma terra em minúscula dentro da Terra maiúscula, uma terra que ninguém nos prometeu, mas que é nossa por direito. Olha em volta, olha bem: o céu é o limite, se é que existe algum.


Vem com a gente construir novos mapas de pertença na

chamada para a zine marítimas vol. 03

TERRA PLENA: pés na areia, olhar na nuvens




DIRETRIZES GERAIS para envio de trabalhos


PARA O ENVIO DE TEXTOS (independente de gênero textual):

  • Você pode enviar até DOIS textos, para que possamos escolher entre um ou outro. Tamanho máximo de UMA página (word) cada. 

  • Fonte Times New Roman, tamanho 12, espaçamento 1,5;


PARA ENVIO DE IMAGENS (fotografia, desenho, ilustração)

  • No caso das imagens, cada artista pode enviar até seis trabalhos; as imagens devem ter alta definição e acompanhar título e (opcional) uma breve descrição de sua composição; 


PARA TODAS:

  • Caso envie texto e imagem, é possível que façamos a conjunção dos dois;

  • É fundamental atentar ao >> TEMA << da chamada: mais que uma coletânea de textos e imagens, nossa curadoria e editoração busca construir um diálogo entre os trabalhos recebidos. nossa zine tem uma unidade temática em cada volume e esse é o critério número 1 da seleção.



PARA AS SELECIONADAS (todas serão comunicadas por e-mail)

  • Envie uma foto sua em boa definição (a foto será usada em PB) e uma minibiografia de NO MÁX. 4 LINHAS, contendo: seu nome (como assina os trabalhos) / cidade onde mora / obras mais relevantes / principal coletivo ou filiação profissional (se houver).  

  • Indique seu @ nas redes sociais se quiser vincular um perfil às divulgações.


  • Uma vez selecionada, é fundamental que a artista se comprometa com a divulgação da zine - afinal, você é parte dela.

Envie seu trabalho até o dia 21 de agosto, pelo e-mail: zinemaritimas@gmail.com

O resultado será divulgado na primeira quinzena de setembro


Um abraço, Suellen Rubira e Juliana Blasina

equipe Marítimas




 

Capa: Contra a maré, por Juliana Blasina (colagem artesanal com finalização digital)


EDITORIAL

por Suellen Rubira

O segundo volume da zine Marítimas dá continuidade à narrativa que iniciamos com o primeiro (<< clique aqui para ler o vol. 01): se antes pusemos no mar nosso barco metafórico e nos vimos à deriva, agora remamos, mas com que forças?

Intitulado “Contra a maré: raiva, revolta e outros remos” nosso volume 2 traz um tema mais abrangente. Não só os desafios evidenciados durante a pandemia, mas aqueles que temos aguentado desde muito antes e os meios que encontramos para fazê-lo: via contorno ou via confronto/enfrentamento? A raiva, a revolta e outros sentimentos possíveis como forças propulsoras para mover o nosso barco e atravessar as intempéries.

A segunda fase do trajeto da zine Marítimas chega assim: com remadas fortes, mas cansadas. Durante a transição do volume 1 para o volume 2, nossa equipe foi reduzida. O motivo? A vida, o trabalho, a pandemia, o trabalho, o Brasil. Nós sentimos muito a saída da Lidy (Lidiane Dutra), por conta de tudo o que ela agrega para nós como profissional e como pessoa. Depois de processar a despedida, eu e a Ju ponderamos se era viável continuar e, no meio do olho do furacão, nos comprometemos a fazer o volume 2 com paz e muita calma, em oposição ao tema proposto – extravasar a raiva surgida de um momento tão turbulento como foi enfrentar os desafios da pandemia e, mais do que nunca, tirar forças de algum lugar para ir contra tudo isso.

Uma vida de lutas não é novidade para nenhuma mulher. Conscientes ou não de suas condições, cada uma vivencia ou vivenciou preconceitos, abusos (sexuais e psicológicos), assédio (moral, sexual ou psicológico), sobrecarga, sentimentos de culpa e a lista pode se estender por mais algumas linhas.  Conscientes de que na cadeia de injustiças nós somos privilegiadas – o que deveria ser, na verdade, um direito básico –, eu e a Juliana Blasina estamos aqui convidando vocês, com nosso coração cheio de alegria, para experimentar esses textos, poemas e imagens que expressam tanto o que, às vezes, só a voz não consegue dar conta. 

Para melhorar a travessia de remadas intensas, convidamos duas mulheres que admiramos demais: a poeta Lilian Rocha e a escritora e editora da revista feminista La Loba, Carolina Panta. Somos eternamente agradecidas por esse momento de união de forças, de relatos e de experiências tão diversas da literatura e da vida. 

Leitoras e leitores da Marítimas, vocês têm em mãos um material precioso: 20 artistas compartilham com a gente suas mais intensas e íntimas experiências de remo e revolta. Convidamos todas e todes a apreciar a revista, a compartilhar essa experiência nas redes sociais e na vida. 

Leia ou faça o download da zine Marírimas - volume 02 >>  gratuitamente << clicando AQUI.


 Chamada Zine Marítimas – vol. 2 – Contra a maré: raiva, revolta e outros remos







Bem-vindas a nossa segunda chamada para publicação!

O volume 1 (clica aqui para ler) foi um sucesso. Esperamos que nossas autoras estejam se sentindo acolhidas e valorizadas, pois trabalhamos muito para atingir esse objetivo.

O segundo volume da zine Marítimas dá continuidade à narrativa que iniciamos com o primeiro: se antes pusemos no mar nosso barco metafórico e nos vimos à deriva, agora remamos, mas com que forças?

Intitulado “Contra a maré: raiva, revolta e outros remos” nosso volume 2 traz um tema mais abrangente. Não só os desafios evidenciados durante a pandemia, mas aqueles que temos aguentado desde muito antes e os meios que encontramos para fazê-lo: via contorno ou via confronto/enfrentamento? A raiva, a revolta e outros sentimentos possíveis como forças propulsoras para mover o nosso barco e atravessar as intempéries.

Qualquer reflexão, tensão e conflito são bem aceitos neste volume.

Outra novidade é que abrimos a chamada para todo o Brasil. Bora avisar as amigas de longe e participar!


Como será feita a seleção?

Agrupamos os textos que tragam um olhar diferente sobre o nosso entorno, imagens que desafiem o status quo e os estereótipos. Histórias que transfigurem o endeusamento de certas funções desempenhadas por nós, mulheres. Ainda, acreditamos muito na pluralidade de vozes e fazemos de tudo para que nossa revista possua diversidade.   

Continuamos com nossa seleção de ensaios, crônicas, contos, poemas e imagens (foto/ilustração/colagem), mas, dessa vez, temos algumas diretrizes. Vamos a elas:


  • Você pode enviar até DOIS textos, para que possamos escolher entre um ou outro. Tamanho: máximo de UMA página (Word) cada;
  • Fonte Times New Roman, tamanho 12, espaçamento 1,5;
  • No caso das imagens, cada artista pode enviar até quatro trabalhos; as imagens devem ter boa resolução e acompanhar título e uma breve descrição de sua composição; 
  • Caso envie texto e imagem, é possível que façamos a conjunção dos dois, como aconteceu no nosso volume 1;
  • Enviar minibiografia de até seis linhas (Word) e contatos das redes sociais; 
  • Uma vez selecionada, é fundamental que a artista se comprometa com a divulgação da zine - afinal, você será parte dela.



Envie seu trabalho até o dia 15 de maio, pelo e-mail: zinemaritimas@gmail.com

O resultado será divulgado na primeira quinzena de junho.



Participe e chama as amigas! Estamos ansiosas.

Um abraço,


Suellen Rubira e Juliana Blasina

equipe marítimas (volume 2)

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Sobre a zine




MARÍTIMAS: uma zine feminista fundada em Rio Grande por Juliana Blasina, Lidiane Dutra e Suellen Rubira, a fim de reunir textos e ilustrações produzidas por mulheres em suas pluralidades, referente às diversas pautas da luta feminista.

Volumes já publicados

  • Vol 11: De volta ao mar
  • Vol 10: Deusa ex-machina
  • Vol 09: Pulsa
  • Vol 08: Monstera
  • Vol 07: A mulher e o espaço
  • Vol 06: Mulheres e sociedade
  • Vol 05: As peles que habito
  • Vol 04: O céu não é o limite
  • Vol 03: Terra plena
  • Vol 02: Contra a maré
  • Vol 01: À deriva

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